A NTU (Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos) acaba de lançar a Pesquisa Anual do Vale-Transporte de 2009. O levantamento, que levou em consideração dados sobre as principais cidades e suas regiões metropolitanas, aponta que, em média, 47% das viagens urbanas são feitas usando o vale-transporte como forma de pagamento. Veja no gráfico no final do texto a porcentagem do vale-transporte por cidades.
“O vale-transporte é um grande benefício ao trabalhador brasileiro, pois garante o seu deslocamento casa – trabalho – casa sem comprometer o seu orçamento”, diz Marcos Bicalho dos Santos, diretor superintendente da NTU.
O crescimento das cidades e a intensificação das atividades econômicas nas metrópoles brasileiras estimulam de forma ostensiva o deslocamento da população no trajeto casa – trabalho – casa. Por isso, a necessidade das empresas em oferecer o vale-transporte com forma de garantir a locomoção dos trabalhadores, movimentando a própria demanda por serviços de transporte coletivo urbano.
Inovações tecnológicas
A bilhetagem eletrônica é um dos principais fatores para a evolução do vale-transporte brasileiro. Esse tipo de cobrança automatizada viabiliza um melhor gerenciamento e simplifica os processos para os empregadores que distribuem o vale-transporte aos funcionários, além de melhorar a operação com os tempos de embarque.
“Em 90% dos municípios brasileiros acima de 100 mil habitantes existe algum tipo de sistema de cobrança eletrônica ou algum projeto em implementação”, diz Bicalho. Atualmente, os chamados smartcards, ou cartões inteligentes eletrônicos, são utilizados em cerca de 74% das viagens enquanto o papel impresso, em 17% e a ficha plástica, em 9%.
A utilização de créditos eletrônicos também faz com que seja diminuído o comércio ilegal do benefício. Na pesquisa, é possível verificar que entre as formas de recarga estão os pontos de venda físicos e internet, representando 37% e 39%, respectivamente. Em seguida, estão os serviços de fax e telefone, com 11% cada e os correios, com 2%.
“Vale a pena ressaltar que em uma parcela considerável das cidades pesquisadas já é possível realizar a recarga eletrônica dos cartões a bordo do veículo em trânsito. Este é mais um fator que mostra o grau de evolução dos sistemas de bilhetagem eletrônica utilizados nos ônibus do País”, finaliza Bicalho.
O estudo está disponível para download no site da NTU: www.ntu.org.br.
Fonte: Assessoria de Imprensa
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